Jesus, o Bom pastor!

O Bom Pastor tem rebanhos em todo o mundo. Os rebanhos não são todos iguais, porque as ovelhas também não são todas iguais. A diversidade da Igreja de Cristo é uma bênção para que se cumpra o desejo do Senhor, que todas as pessoas possam ter acesso ao Evangelho de Cristo e à Vida em Plenitude que Ele concede. Se você se sente como uma ovelha fora do rebanho, perdida ou desgarrada, e deseja um caminho de espiritualidade e vida em comunidade, dê uma chance ao Bom Pastor, que está à sua procura! Talvez possamos ser o redil que você busca!


Se buscas uma comunidade que acolhe sem impor comportamentos e posturas moralistas, mas apresenta uma reflexão ética e incentiva a uma transformação pessoal pelo poder amoroso de Deus, vem participar conosco! Nós te acolhemos em nome do Senhor Jesus Cristo!
Quando falamos em transformação pessoal, queremos acima de tudo afirmar tua identidade na diversidade humana; cada pessoa é imagem de Deus, conforme a Sua semelhança: não precisas deixar de ser quem és, mas podes ser melhor do que és: mude seus paradigmas!

09 dezembro 2011

São Nicolau e Papai Noel

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Filho de nobres, Nicolau nasceu na cidade de Patara, na Ásia Menor, na metade do século III, por volta do ano 250. Foi consagrado bispo de Mira, atual Turquia, quando ainda era muito jovem e desenvolveu seu apostolado também na Palestina e no Egito.
Mais tarde, durante as perseguições do imperador Diocleciano, foi aprisionado até a época em que foi decretado o Edito de Constantino, sendo finalmente libertado. Segundo alguns historiadores, o bispo Nicolau esteve presente no primeiro Concílio de Nicéia, em 325.
Foi venerado como santo ainda em vida, tal era a fama que gozava entre o povo cristão da Ásia Menor. Morreu no dia 6 de dezembro de 326, em Mira. Imediatamente, o local da sepultura se tornou meta de intensa peregrinação.
São Nicolau é conhecido principalmente pelo seu carinho e cuidado para com os pobres e as crianças, já que ao receber por herança uma grande quantia de dinheiro, livremente partilhou com os necessitados. Certa vez, Nicolau sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, aconselhou a prostituição, jogou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens. Daí que nos países do Norte da Europa, usando da fantasia, viram em Nicolau o velho de barbas brancas que levava presentes às crianças no mês de dezembro. No hemisfério norte, dezembro é inverno.
O nome Nicolau vem de duas palavras gregas: nikos, que significa vitória, e de laos, “povo”; Nicolau significa, então, “vitória do povo”.
A origem do Papai Noel
Pela sua compaixão com os pobres e especialmente com as crianças, São Nicolau inspirou a lenda do Papai Noel; sendo confundido com ele. Chamado Nikolaus na Alemanha, passou a ser Santa Claus entre os anglo-saxões, Père Noël na França e Pai Natal em Portugal. No Brasil, é Papai Noel.
Havia em alguns lugares da Europa a tradição de, pelo Natal, presentear-se as crianças das aldeias com doces e brinquedos, como símbolo de homenagear o Menino Jesus, o Deus-Criança; era o próprio Menino Jesus quem trazia os presentes. Em algumas regiões, esses presentes eram dados na festa da Epifania, 6 de janeiro, quando era celebrada a visita dos Magos (que não eram reis) do oriente ao Menino Deus. Aos poucos essa tradição se firmou com a história de São Nicolau e a ele passou-se a atribuição de trazer os presentes…
Uma das pessoas que ajudaram a dar força à lenda do Papai Noel foi Clemente Clark Moore, um professor de literatura grega de Nova Iorque, que lançou o poema Uma Visita de São Nicolau, em 1822, escrito para seus seis filhos. Nesse poema, Moore divulgava a versão de que ele viajava num trenó puxado por renas. Ele também ajudou a popularizar outras características do bom velhinho, como o fato dele entrar pela chaminé.
Enquanto São Nicolau era originalmente retratado com trajes de bispo, atualmente Papai Noel é geralmente retratado como um homem rechonchudo, alegre e de barba branca trajando um casaco vermelho com gola e punho de manga brancos, calças vermelhas de bainha branca, e cinto e botas de couro preto.
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Antigamente, ele usava cores que tendiam mais para o marrom e costumava usar uma coroa de azevinhos na cabeça, mas não havia um padrão. Seu atual visual foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Harper's Weeklys, em 1886, na edição especial de Natal. Em alguns lugares na Europa, contudo, algumas vezes ele também é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo, tendo, em vez do gorro vermelho, uma mitra episcopal.
Em 1931 a Coca-Cola realizou uma grande campanha publicitária vestindo Papai Noel ou Pai Natal ao mesmo modo de Nast, com as cores vermelha e branca, o que foi bastante conveniente, já que estas são as cores de seu rótulo. Tal campanha, destinada a promover o consumo de Coca-Cola no inverno (período em que as vendas da bebida eram baixas na época), fez um enorme sucesso e a nova imagem de Papai Noel ou Pai Natal espalhou-se rapidamente pelo mundo.  Essa imagem tem se mantido e reforçado por meio da música, rádio, televisão e filmes.
Recuperando o significado do Papai Noel
Hoje a figura do Papai Noel está intimamente relacionada ao consumismo desenfreado das festas de fim de ano. Lamentavelmente, se perdeu o significado original, inspirado na solidariedade e na compaixão. Papai Noel hoje é personagem da propaganda indutora do consumo disfarçado de gesto carinhoso na troca de presentes, sem nenhuma relação direta com a celebração cristã do nascimento de Cristo. 
Nesse sentido, não vale a pena combater Papai Noel, mas tentar trazer de volta seu significado maior de solidariedade e partilha, inspirado na figura de São Nicolau; uma atenção carinhosa às crianças sem necessariamente associar a ideia de consumo e trocas interesseiras. Por exemplo, reunir as crianças com o Papai Noel e conversar com elas, ouvi-las e contar estórias que provoque nelas uma reflexão simples sobre relações humanas, comportamento solidário, ecologia, etc.
Nessa esperança, o Papai Noel estará na Igreja de São Paulo Apóstolo aos domingos à tarde, para acolher as crianças que passarem por perto do templo, mostrar-lhes o presépio e contar estorinhas. E durante a semana, o Papai Noel tentará estar em vários espaços do Bairro de Santa Teresa visitando as crianças do lugar.
É uma modesta (e talvez ingênua) tentativa de apresentar uma alternativa mais adequada à celebração do Natal de Jesus, o Cristo, um serviço às crianças, em nome do Senhor.
Rev. Luiz Caetano, ost+
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9 comentários:

Anônimo disse...

Linda história desse "velhinho" tão amado pelas crianças. Pode parecer loucura para muitos, eu o vi um dia de verdade, na ilusão de uma criança.

Rosa Maria.

Anônimo disse...

Parabéns, Caetano...Que maravilha sua iniciativa! As crianças de hoje estão precisando mesmo de que alguém converse com elas sobre o significado do Natal. Quem sabe o Papai Noel consiga dar à elas um pouco de amor e paz? Bj

Anônimo disse...

AMEI!!!!!! PARABÉNS por essa ideia tão inteligente e maravilhosa! Concordo plenamente que devemos resgatar o sentido amoroso do bom velhinho e não ficar tentando "matá-lo" com o argumento de que é criação da coca-cola como tenho visto algumas pessoas fazerem. Parabéns reverendo!!!!
Claudia Vasconcellos

Cachone disse...

Vou colocar esta mensagem no blog e site da OBPC, com pequenas modificações . . .


httP://depositoteologico.blogspot.com

www.ovelhaobpc.com.br

Herman Gustavo disse...

Muito importante recuperar o verdadeiro sentido do Nikolaus, que foca o Natal exatamente no Evangelho e na afirmação da solidariedade. Parabéns pela iniciativa.

Selva Strössner disse...

Como é bom ver estas iniciativas ! Lembrar que o Natal é um compartilhar de amor e solidariedade e este resgate do bom velhinho contando a história de Jesus vai dar o presente ao aniversariante certo : o próprio Jesus recebendo o amor! Obrigada

Marcelo Rabelo Ramos disse...

bom resgate histórico e bom no equilíbrio colocado nesses tempos de consumismo. A tradição, nesse caso, tem valor pedagógico. Parabéns rev Luiz Caetano, parabéns paróquia São Paulo Apóstolo.

Anônimo disse...

ora,primeiro fala da distorcida atenção a quem não se deve(papai noel),em seguida não tira o velhinho de sena.Tenha santa paciência!toda honra e gloria seja dada tao somente a Deus.Sejamos bons exemplos pra esse mundo de muitos ignorantes.

Paróquia S. Paulo Apóstolo - Episcopal Anglicana disse...

Meu caro Anônimo, obrigado pelo seu comentário. Não se deve tirar o São Nicolau de cena, porque ele, em sua vida, foi uma grande testemunha do amor de Deus em Cristo. O que se pretende é aproveitar a história de São Nicolau para incentivar um novo comportamento, mais solidário e menos consumista. Afinal, São Nicolau percorria as regiões pobres de sua Diocese fazendo exatamente o que Cristo mandou fazer: anunciando a misericórdia de Deus, com palavras e ações, sem julgar as pessoas, partilhando o que tinha com aqueles que nada têm, em nome de Cristo. Assim é que se glorifica a Deus, meu amigo. Paz e Bem!

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