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26 junho 2012

Passe para o outro lado, mas fique ai mesmo!


Naquele dia, ao anoitecer, disse Jesus aos seus discípulos: "Vamos atravessar para o outro lado". Deixando a multidão, eles o levaram no barco, assim como estava. Outros barcos também o acompanhavam. Levantou-se um forte vendaval, e as ondas se lançavam sobre o barco, de forma que este foi se enchendo de água. Jesus estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e clamaram: "Mestre, não te importas que morramos?" Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: "Aquiete-se! Acalme-se!" O vento se aquietou, e fez-se completa bonança. Então perguntou aos seus discípulos: "Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?" Eles estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: "Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?" (Marcos 4:35-41 – N.V.I.)
Parece uma ordem simples: “Vamos atravessar para o outro lado!”; mas não era. O outro lado do Mar da Galileia era território estrangeiro, habitado por um povo de costumes e padrões diferentes. Era o território chamado Decápolis, que significa as 10 cidades. Não era um lugar como a Judéia e a Galileia, era um território estranho habitado por gente cujos costumes eram contrários à Lei… Não era algo confortável ouvir um rabino dizer “Vamos atravessar para o outro lado!”; afinal, fazer o quê, por lá?
Além do mal estar causado pela ideia “maluca” de Jesus, a travessia não era fácil. Uma coisa é navegar ao longo da costa, onde estão os cardumes, para pescar; coisa bem diferente era atravessar o mar. Longe da costa os ventos sopram mais forte, as águas são mais agitadas, e as pequenas barcas dos pescadores galileus não se davam bem em tal ambiente. Ainda por cima, o Mestre resolve cochilar tranquilamente, como que não dando pelota para o temor dos que estavam com ele, e isso durante a pior parte da travessia, e durante uma tempestade! Um desaforo!

06 junho 2012

Igreja Viva é Igreja Confessante!

Sob a influência dos valores consumistas, muita gente avalia a Igreja através de critérios pouco evangélicos (do Evangelho!). Uma Igreja cheia de gente, que movimenta muito dinheiro, que promove show de bênçãos, é considerada uma Igreja viva, porque mostra resultados de sucesso… Ou então, uma Igreja que se envolve em tudo, opina sobre tudo, participa de todas as mobilizações e suas lideranças apresentam discursos altamente engajados, é considerada uma Igreja viva porque “dá testemunho”, aparece na mídia, chama a atenção.
Entretanto, eu acredito que tais são Igrejas moldadas no ativismo e na imagem bem construída de seus pastores, não necessariamente na Cruz do Cristo. Personalismo e estrelismo, síndrome de sucesso no mercado. Um produto bem sucedido e bem vendido!
Qual seria o critério de Cristo para avaliar a Igreja? Penso que João 6:63-70 pode nos dar uma pista:
O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida. Mas há alguns de vós que não crêem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar. E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido. Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele. Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente. Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? e um de vós é um diabo. (João 6:63-70 _ Nova Versão Internacional)
Depois de multiplicar o alimento através da partilha, o Senhor fala com clareza sobre Sua Missão, sobre o significado de Sua Presença. Então, as mesmas pessoas, saciadas da fome, se afastam, saem de cena, porque as palavras do Senhor é estranha e contrária às expectativas…  Entretanto, o Senhor fica olhando todos se afastarem, não tenta negociar, não tenta agradar a clientela! Ainda, talvez cinicamente, pergunta aos que sobram, os Doze, se também não desejam abandoná-lo! Fica bem claro que o Senhor não está preocupado em organizar um movimento de massa, nem em angariar clientes ou “agradar os fiéis”; Ele não tenta seduzir com palavras doces, antes anuncia duramente o sentido de Sua Presença!  Ele mesmo sabia, diz-nos o texto, que muitos não criam. Mesmo entre os poucos que sobraram, havia um traidor.
Interessante notar que, no texto joanino, após esse episódio, Jesus não anda mais com multidões, mas reduz seu círculo de discípulos aos doze e algumas outras pessoas. Não está preocupado em ter auditório, mas em cumprir Sua tarefa, e ministrar aos poucos seguidores, inclusive ao traidor…
Qual o motivo alegado por Pedro, em nome dos que ficaram, para permanecerem com Ele?  “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”. Mais do que uma afirmação filosófica, Pedro dá um testemunho de fé e de reconhecimento do Cristo! Sua primeira frase mais parece uma oração: “Senhor, para quem iremos nós?” , como uma súplica! e conclui com uma confissão de fé: “E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente”. Exatamente estes poucos que sobraram se tornam depois, os arautos da Palavra, anunciam o Evangelho por todo o mundo, tornam-se Apóstolos e Apóstolas, testemunhas vivas da Presença permanente de Cristo no mundo, testemunhas do Ressuscitado!
Aos contrário dos que hoje em dia se autodenominam “apóstolos”, ou muitos que – no decorrer da história – se proclamam seus sucessores, estes homens e mulheres que permaneceram com Jesus até a Ressurreição (mesmo tendo fugido diante da Cruz), não viviam de pompa e circunstância, não foram tomados pela vaidade, mas na simplicidade de suas vidas, são os alicerces da Igreja de todos os tempos.  E criaram comunidades confessantes da fé no Ressuscitado, comunidades solidárias aos que sofrem e choram, comunidades pequenas mas corajosas em enfrentar a perseguição do Império e da Sinagoga – os cristãos foram considerados anátema pelo Sinédrio reunido em Jâmnia, por volta do ano 90 d.C.  O primeiro fruto da ação daqueles remanescentes seguidores de Jesus na Palestina, foi a Igreja dos Mártires, a Igreja Confessante por excelência! Animados pelo Espírito Santo em suas vidas, enfrentaram a morte com ousadia e coragem!
A Igreja que herdamos é a Igreja que permaneceu no tempo e na história mesmo depois do desaparecimento de seus fundadores. Não estava alicerçada na personalidade ou no personalismo deles, mas no Espírito Santo. Quando surge a tentação do personalismo e do culto à personalidade, Paulo, um confessante, admoesta a Igreja:
Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissen-sões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais? Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. (1 Coríntios 3:3-7 – Nova Versão Internacional)
Igreja Viva é a Igreja que confessa a Fé no Cristo Ressuscitado, que anuncia o Evangelho, denuncia o Mal em todas as suas formas e testemunha com coragem a Vontade de Deus e Sua Bondade e Misericórdia. Não importa sermos muitos ou poucos, não importa sermos reconhecidos ou elogiados pela sociedade. Importa antes que seja cumprida a Vontade Soberana de Deus Pai/Mãe, manifesta em Seu Filho, o Cristo, e permanentemente anunciada através da ação do Espírito Santo.
A Igreja de Cristo está Viva quando dobra seu joelho em oração e adoração, e obedece a Deus. Ela segue ao Cristo, em Sua Cruz e Ressurreição, não segue lideres carismáticos personalistas!
Luiz Caetano, ost+
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30 maio 2012

Clamor!

clamor 1Muito tempo depois, morreu o rei do Egito. Os israelitas gemiam e clamavam debaixo da escravidão; e o seu clamor subiu até Deus. Ouviu Deus o lamento deles e lembrou-se da aliança que fizera com Abraão, Isaque e Jacó. Deus olhou para os israelitas e viu qual era a situação deles. (…) [Deus disse ainda a Moisés]: "Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó". Então Moisés cobriu o rosto, pois teve medo de olhar para Deus. Disse o Senhor: "De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, e também tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. Por isso desci para livrá-lo das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta, onde manam leite e mel: a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus. Pois agora o clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem. (Êxodo 2:23-25; 3:6-9 – Nova Versão Internacional)

Do dicionário: clamar (lat clamare) 1 Bradar, gritar, proferir em altas vozes. 2 Protestar, vociferar. 3 Exorar, implorar.4 Exigir, reclamar.

Em várias passagens a Bíblia afirma que Deus ouve o clamor do Seu povo e age em seu favor. O clamor do povo de Deus move o Seu Coração e O faz agir de forma absoluta, transformando a realidade, mudando a situação! O texto de Êxodo, acima, é um dos exemplos.

Mais do que uma oração de intercessão ou de petição, o clamor é uma oração de exigência, de protesto, diante de uma situação real que contraria o projeto de Deus e Sua promessa. O clamor revela principalmente, indignação! Deus ouve o clamor e se move porque o clamor representa também uma disponibilidade de mudança e de obediência à Sua Vontade por parte de quem clama!

O clamor significa total dependência à vontade de Deus e confiança em Seu Amor. Afinal, clamar é decorrente da percepção que todas as tentativas feitas por nós mesmos resultaram em fracasso, a realidade continua opressiva e a vida insuportável. O verdadeiro clamor surge desta percepção da realidade e da nossa incapacidade de mudar essa realidade por nós mesmos! Esgotaram-se todos os recursos humanos disponíveis. Nada resta senão clamar diante de Deus e abrir-se à Sua ação.

Não se trata de desespero! mas de profunda esperança na ação amorosa de Deus, e disponibilidade de agir conforme Deus dará, através do Seu Espírito, a inspiração e a direção para o movimento de mudança, estando Ele mesmo agindo conosco!

Portanto, o clamor não significa passividade na espera do agir de Deus, mas disposição e abertura da mente para perceber e acolher a orientação de Deus, e agir conforme tal orientação. Os israelitas clamaram e Deus levantou Moisés para comandar a ação do povo; Moisés fez sua parte, admoestando o Faraó e conclamando o povo; Deus fez sua parte agindo diretamente contra o Egito; o povo fez sua parte, dispondo-se a caminhar rumo ao desconhecido – uma nova terra, prometida por Deus – permitindo que Deus o guiasse através do deserto, por longo tempo... a nova realidade não acontece de imediato, implica em uma nova caminhada e disposição de caminhar!

Há momentos em nossa vida que precisamos clamar. Há momentos na vida da comunidade e da Igreja em que precisamos clamar! Não tenhamos medo de fazer isso, de protestar diante de Deus, pois Deus tem um compromisso conosco, o compromisso da Paternidade e da Maternidade.  Clamar não é “cobrar de Deus”, mas afirmar que estamos dispostos a assumir nossa parte em Sua ação transformadora da realidade, que vamos agir, não mais sozinhos, mas com Ele!

A humanidade, e portanto a Igreja de Deus, vive hoje situações realmente complicadas. Quando analisamos friamente a realidade sentimo-nos impotentes. Há elites que governam tudo e impõem os valores da morte para garantirem sua vida. Como no antigo Egito!  É necessário clamar diante de Deus! e seguir com Ele um novo caminho!

Podemos estar vivendo uma situação de vida complicada, com sérios problemas de saúde, com dificuldades financeiras, totalmente impotentes diante da situação. É necessário clamar diante de Deus e estar atento ao Seu mover, com disposição para seguir Sua orientação, e fazer o que nos couber fazer!

Não tenha receio! Deus te ama! Clama diante de Deus contra aquilo que te oprime, que te traz indignação! O Senhor ouvirá o teu clamor! e te dará forças para um novo caminhar, pois caminhará contigo!

Luiz Caetano, ost

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22 maio 2012

Entendendo o Pentecostes

Pentecostes 06

Logo estaremos celebrando o Domingo de Pentecostes, quando a Igreja festeja a vinda do Espírito Santo sobre os discípulos de Jesus, inaugurando a Missão e, assim, a própria Igreja de Cristo. Todavia, o Pentecostes não é uma festa originariamente cristã, mas é uma das nossas heranças do Judaísmo. A Festa do Pentecostes era celebrada sete semanas depois da Páscoa Judaica e está referenciada no Antigo Testamento, e recebeu vários nomes conforme a época (cf. Wikipédia):

    • Festa da Colheita ou Sega - no hebraico hag haqasir. Por se tratar de uma colheita de grãos, trigo e cevada, essa festa ganhou esse nome.(Ex 23.16).
    • Festa das Semanas - no hebraico, hag xabu´ot. A razão desse nome está no período de tempo entre a Páscoa e esta festa, que é de sete semanas. Esta festa acontece cinquenta dias depois da Páscoa, com a colheita da cevada; o encerramento acontece com a colheita do trigo (Ex 34.22; Nm 28.26; Dt 16.10).
    • Dia das Primícias dos Frutos - no hebraico yom habikurim. Este nome tem sua razão de ser na entrega de uma oferta voluntária, a Deus, dos primeiros frutos da terra colhidos naquela sega (Nm 28.26). Provavelmente, a oferta das primícias acontecia em cada uma das três tradicionais festas do antigo calendário bíblico. Na primeira, Páscoa, entregava-se uma ovelha nascida naquele ano; na segunda, Colheita ou Semanas, entregava-se uma porção dos primeiros grãos colhidos; e, finalmente, na terceira festa, Tabernáculos ou Cabanas, o povo oferecia os primeiros frutos da colheita de frutas, como uva, tâmara e figo, especialmente.
    • Festa de Pentecostes. As razões deste novo nome são várias: (a) nos últimos trezentos anos do período do Antigo Testamento, os gregos assumiram o controle do mundo, impondo sua língua, que se tornou muito popular entre os judeus. Os nomes hebraicos - hag haqasir e hag xabu´ot - perderam as suas atualidades e foram substituídos pela denominação Pentecostes, cujo significado é cinquenta dias depois (da Páscoa). Como o Império Grego passou a ter hegemonia em 331 a.C., é provável que o nome Pentecostes tenha ganhado popularidade a partir desse período.
    • Enquanto a Páscoa era uma festa caseira, Festa da Colheita ou das Semanas ou Pentecostes era uma celebração agrícola, originalmente, realizada na roça, no lugar onde se cultivava o trigo e a cevada, entre outros produtos agrícolas. Posteriormente, essa celebração foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo de Jerusalém. Observação: Era ilegal usufruir da nova produção da roça, antes do cerimonial da Festa das Colheitas (Lv 23.14).

Todavia, o Livro dos Atos dos Apóstolos (At. 2:1-11)  relata que:

Chegando o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar.   De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava. Havia em Jerusalém judeus, tementes a Deus, vindos de todas as nações do mundo. Ouvindo-se este som, ajuntou-se uma multidão que ficou perplexa, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua. Atônitos e maravilhados, eles perguntavam: "Acaso não são galileus todos estes homens que estão falando? Então, como os ouvimos, cada um de nós, em nossa própria língua materna? Partos, medos e elamitas; habitantes da Mesopotâmia, Judéia e Capadócia, Ponto e da província da Ásia, Frígia e Panfília, Egito e das partes da Líbia próximas a Cirene; visitantes vindos de Roma, tanto judeus como convertidos ao judaísmo; cretenses e árabes. Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua!" 

O autor de Atos, São Lucas, informa que na “festa da colheita” o Espírito Santo dá início à Missão dos Apóstolos, e os capacita para isso – eles se tornam capazes de testemunhar o Evangelho a todos os povos conhecidos de então, os povos que habitam no vasto território do Império Romano. O Espírito Santo torna o Evangelho (a Boa Nova) compreensível para pessoas de diferentes lugares, diferentes contextos e diferentes culturas: não mais limitado ao pequeno território entre a Galileia e a Judéia, o Evangelho agora começa a espalhar-se pelo mundo,  através das testemunhas do Ressuscitado, até os confins da Terra, movimento este previsto pelo Profeta Joel alguns séculos antes:

" [...] derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões. Até sobre os servos e as servas derramarei do meu Espírito naqueles dias. Mostrarei maravilhas no céu e na terra, sangue, fogo e nuvens de fumaça. O sol se tornará em trevas, e a lua em sangue; antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo, pois, conforme prometeu o Senhor, no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento para os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar. (Joel 2:28-32)

Pentecostes 04

Assim nasce a Igreja, a Comunidade de Jesus, não uma instituição, mas a comunidade que, a partir do testemunho dos Apóstolos, se reúne em comunhão em torno de Jesus Cristo, o Ressuscitado. Com o passar do tempo, a Igreja vai adquirindo caráter institucional, muitas vezes desvia-se de sua verdadeira tarefa, algumas vezes torna-se até instrumento do Mal, mas o Espírito Santo a dirige, a corrige e a reforma sempre que necessário.

O Pentecostes que celebramos hoje é sempre a recordação do que significa ser Igreja de Cristo: a comunidade movida e capacitada pelo Espírito de Deus, pessoas em comunhão solidária testemunhando o poder de Deus em suas vidas e proclamando um novo Reinado, não o Reinado de César, mas o Reinado de Cristo, um Novo Mundo plenamente possível! O Espírito de Deus se move em nosso mundo conduzindo a Igreja – Comunidade de Testemunho – na fidelidade à missão delegada por Jesus, o Cristo, o Ressuscitado!

Luiz Caetano, ost+

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03 maio 2012

Será que é Verdade? Será?

Jesus diante de Pilatos 1     Durante o julgamento de Jesus, segundo o Evangelho de João, Pilatos faz a pergunta chave: "Então, você é rei?", Jesus respondeu: "Tu dizes que sou rei. De fato, por esta razão nasci e para isto vim ao mundo: para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade me ouvem”. “Que é a verdade?”, perguntou Pilatos. (João 18.37-38).
Verdade tem vários significados: desde o cerne do caso, estar de acordo com os fatos ou a realidade, até ser fiel às origens ou a um padrão. Uso mais antigo abarcava o sentido de fidelidade, constância ou sinceridade em atos, palavras e caráter . Assim, a verdade pode significar o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores vigentes. Estas qualificações da verdade implicam o imaginário, a realidade e a ficção, das culturas. Questões centrais em matéria de antropologia cultural, arte,  filosofia e até ser atribuída à própria razão.