[As citações
bíblicas neste artigo são da Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH -SBB)]PARÓQUIA EPISCOPAL ANGLICANA SÃO PAULO APÓSTOLO - em Santa Teresa - Cidade do Rio de Janeiro, RJ
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05 fevereiro 2016
Reflexão para a Quaresma: A Verdade que Liberta!
[As citações
bíblicas neste artigo são da Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH -SBB)]25 agosto 2015
Um pouco de História para deixar claro algumas coisas…
26 junho 2015
Você é cristão?!?!?!
Caminhar com Jesus Cristo não é fácil. Não é uma opção filosófica. Não é adotar um estilo de vida. Não é ser “bonzinho”. Caminhar com Jesus Cristo é, acima de tudo, aceitar um convite, um chamado, e todas as implicações que isso traz.
No tempo presente, o nome de Jesus Cristo é insultado diariamente. Espertalhões que exploram a fé do povo cometem, “em nome de Jesus”, falcatruas visando angariar dinheiro de maneira imediata, deturpam descaradamente a Bíblia, que para os Cristãos é a Palavra de Deus, anunciam falsas promessas ou, por outro lado, defendem uma moralidade hipócrita e irrelevante, como se o Deus da Igreja fosse um grande negociante ou um soberano mal humorado. Transformam a Fé Cristã em consumismo religioso vazio de conteúdo, prometendo em nome de Deus o que Ele jamais prometeu! E buscam as instâncias de poder do Estado para, com tal poder, atingir seus mais torpes objetivos.
As comunidades de fé que ainda resistem a essa onda diabólica, se tornam cada vez menores, e passam por forte crise de identidade. Há uma pressão sobre elas para acompanharem a onda do consumo religioso e crescer a qualquer preço.
Ao mesmo tempo, diante das falcatruas e das propostas moralistas hipócritas e excludentes, pessoas inteligentes se afastam de qualquer coisa que tenha um significado religioso, especialmente um significado “cristão”.
Muita gente inteligente, hoje, afirma crer em Deus, mas não frequenta qualquer religião. A religião é vista como algo nocivo e enganador, movida por organizações (chamadas Igrejas) cujo interesse é acumular riquezas, e explorar a boa fé das pessoas mais simples.
Todavia, pouca gente compreende que caminhar com Jesus Cristo não é simplesmente adotar uma religião ou vincular-se a uma instituição. Igrejas sempre estão cheias de gente, mas não significa que estão cheias de pessoas cristãs!
Caminhar com Jesus Cristo é, acima de tudo, uma experiência que surge a partir de um convite: “Vem, e segue-me!” É uma experiência que só tem sentido quando vivida em uma comunidade de oração, serviço, anúncio e testemunho. Tal comunidade é, desde os tempos dos Apóstolos, chamada de Igreja. Não uma instituição, mas uma grande comunidade. Sem essa percepção, tudo perde sentido!
É claro que as comunidades de fé se organizam institucionalmente. Não podem fugir disso. É da própria natureza dos agrupamentos humanos organizarem-se com normas de direitos e deveres, símbolos e ações simbólicas, definições de autoridade e exercício de poder dentro do agrupamento. Mas nada disso é absoluto por si mesmo, mas é antes de tudo, a maneira de compreender as limitações humanas e colocar-se na total dependência de Deus. Não há autoridade única e absoluta na Igreja de Deus, a não ser a de Jesus Cristo. Todo o resto se procura fazer em obediência e atendimento ao chamado: “Vem e segue-me!”
Como tudo que é humano, a grande comunidade de fé se organiza, e se denomina tal organização de “Igreja” e, ainda que possa abranger muitas comunidades de fé espalhadas pelo mundo, traz em si mesma a imperfeição humana e a tentação do pecado. Em todo tempo e lugar sempre acontecem desvios e muitas vezes o absoluto de Deus é deixado de lado. Na teologia, isso se chama pecado.
Por ser humana, a Igreja está cercada pelo pecado. Por isso, a comunidade de fé está sempre se renovando e se reformando, procurando corrigir os desvios e tentando evitar a tentação de ser absoluta por si mesma. Por isso, a Igreja se reúne como comunidade para, acima de tudo, colocar-se diante do Senhor, reconhecer seus pecados, e receber a Graça Libertadora que anima toda a comunidade a permanecer fiel e caminhando com Jesus Cristo neste mundo!
Há muita safadeza no chamado “mercado religioso”. Há muita gente “esperta” que, tal como um vampiro, vive parasitando as pessoas com promessas vazias, falsos testemunhos e muitas vezes acompanhado de uma moralidade hipócrita, excludente e preconceituosa.
Mas há também muitas comunidades de fé que não se deixam levar pelos demônios da exploração e da falcatrua; acolhem com afeto e simpatia todas as pessoas que, tendo ouvido o Chamado, buscam vivenciar essa experiência em uma comunidade de irmãos e irmãs.
São essas pessoas que tornam o testemunho cristão relevante diante das mazelas do mundo. São tais pessoas que, nos momentos mais duros e difíceis da sociedade humana são capazes de empenhar a própria vida visando o bem estar de todos. É porque ainda existem os que atenderam ao Chamado que a solidariedade, embora rara hoje em dia, ainda acontece.
Isso não é um privilégio das comunidades Cristãs. Afinal, o próprio Jesus informou, aos seus discípulos mais próximos, que Ele tem ovelhas em outros apriscos… e eu entendo que lá Ele é reconhecido, mas chamado por outro nome…
Rev. Luiz Caetano, ost+
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05 setembro 2013
A Beatíssima Virgem Maria
A Virgem Maria, Mãe de Jesus, é uma criatura privilegiada. Deus queria fazer-se homem e escolheu uma menina para isso, ser Sua Mãe, cumulando-a de todas as virtudes, a fim de preparar Sua morada em seu seio virginal.
O privilégio fundamental, que está no centro de todos os outros e dá a razão deles, é a maternidade divina. Maria Santíssima é verdadeiramente Mãe de Deus, porque gerou e deu à luz Cristo Jesus, que é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Quando Nestório negou a Maternidade Divina de Maria, o Concílio de Éfeso proclamou este ensinamento: "Se alguém não confessa que o Emanuel é verdadeiro Deus e por isso a Santíssima Virgem é Mãe de Deus, posto que gerou carnalmente o Verbo de Deus feito carne, seja anátema". (Anatem, de S. Cirilo, 1, em Dz.113). Jesus é seu Filho.
Embora esse privilégio se refira a ela, há de se entender, ao mesmo tempo, que Deus a santificou com tal abundância de graças que, como anglicanos devemos, sim, respeitar, admirar. Ela é a primeira de todos os Santos, porque a medida da sua santidade é o privilégio maior que Deus concedeu a uma criatura: ser Sua Mãe: "Todas as gerações me chamarão bem aventurada" (Lc 1.48)
A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão. Com efeito, desde remotíssimos tempos, a Bem-Aventurada Virgem é venerada sob o título de "Mãe de Deus" (Theothokos). Este culto encontra a sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração mariana, tal como nas celebrações nos ofícios diários e celebrações dominicais, pois a Virgem é legitimamente honrada com datas próprias no calendário litúrgico da nossa Igreja; várias igrejas e catedrais de nossa tradição, pelo mundo, são dedicadas à Virgem Maria e levam seu nome.
Para saber mais sobre a Virgem Maria na nossa tradição, veja o artigo do Rev. Luiz Caetano:(https://docs.google.com/file/d/0B25fLSpH7iZsY05ubm1XSEFBcU0/edit?usp=sharing).
Rev. Daniel, ost+
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20 agosto 2013
Os muitos rebanhos do Bom Pastor
Jesus se identifica como Bom Pastor, aquele que dá a vida pelas suas ovelhas, aquele que é reconhecido por elas:
“Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta, esse é o pastor das ovelhas. Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz; mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. [...] Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor.” (Evangelho de João 10.1-5;11-16 – Almeida, R.A.)
O Bom Pastor tem rebanhos em todo o mundo. Os rebanhos não são todos iguais, porque as ovelhas também não são todas iguais. A diversidade da Igreja de Cristo é uma bênção para que se cumpra o pedido do Senhor, que todas as pessoas possam ter acesso ao Evangelho de Cristo e à Vida em Plenitude que Ele concede.
Essa Vida em Plenitude é dada por Cristo, não por uma denominação religiosa. As diferentes igrejas (instituições e denominações religiosas) são parte da IGREJA DE JESUS CRISTO (que é simplesmente a Comunidade Universal de Comunhão, Serviço e Testemunho à Luz do Evangelho).
Se você se sente uma ovelha fora do rebanho, como que perdida ou desgarrada, dê uma chance ao Bom Pastor, que está à sua procura!
Talvez possamos ser o redil que você está buscando!
Rev. Luiz Caetano, ost+
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15 outubro 2012
Entendendo nossa Catolicidade Episcopaliana
“Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.” (Efésios 4:1-6 N.V.I.)