PARÓQUIA EPISCOPAL ANGLICANA SÃO PAULO APÓSTOLO - em Santa Teresa - Cidade do Rio de Janeiro, RJ
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19 dezembro 2015
O Lado Escuro da Força
17 fevereiro 2015
Lema da Quaresma 2015: Renovando-nos como Igreja!
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28 novembro 2012
Fé, Justiça e Amor
Ainda pensando na festa “Jesus Cristo, Rei do Universo”, volto ao texto que relata Jesus entrando em Jerusalém, num jumento, com as multidões gritando e aclamando-o como rei:
Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé e Betânia, perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos, dizendo-lhes: "Vão ao povoado que está adiante de vocês; logo que entrarem, encontrarão um jumentinho amarrado, no qual ninguém jamais montou. Desamarrem-no e tragam-no aqui. Se alguém lhes perguntar: ‘Por que vocês estão fazendo isso? ’ digam-lhe: ‘O Senhor precisa dele e logo o devolverá’". Eles foram e encontraram um jumentinho, na rua, amarrado a um portão. Enquanto o desamarravam, alguns dos que ali estavam lhes perguntaram: "O que vocês estão fazendo, desamarrando esse jumentinho?" Os discípulos responderam como Jesus lhes tinha dito, e eles os deixaram ir. Trouxeram o jumentinho a Jesus, puseram sobre ele os seus mantos; e Jesus montou. Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros espalharam ramos que haviam cortado nos campos. Os que iam adiante dele e os que o seguiam gritavam: "Hosana! "Bendito é o que vem em nome do Senhor!" "Bendito é o Reino vindouro de nosso pai Davi! " "Hosana nas alturas!" Jesus entrou em Jerusalém e dirigiu-se ao templo. Observou tudo à sua volta e, como já era tarde, foi para Betânia com os Doze. (Marcos 11:1-11 – N.V.I)
O Sinédrio, vendo isso, conspirou para mata-lo porque, analisando mal a cena, achou que Jesus lidera uma revolta contra os poderes estabelecidos.
Assim, quando Jesus entra em Jerusalém, ele sabe que será visto como ameaça e haveriam reações fortes. Pois tem percepção que sua vida e ministério contrariavam os interesses dos poderosos. Seu ministério se tornou ação política porque questiona as prioridades, os valores e a legitimidade das autoridades políticas e religiosas, incapazes de servir o bem comum. No entanto, ele não entra em Jerusalém para tomar o poder, nem fazer parte da maquina política: ele não anseia por poder. Pois o Poder dele é outro: Disse Jesus: "O meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas agora o meu Reino não é daqui". (João 18.36)
Essa fina linha de coerência entre seu discurso e a sua prática nos mostra como devemos viver. Jesus nos desafia, tanto como indivíduos, como sociedade, a vivermos de acordo com os padrões de sua Mensagem, a Boa Nova, Boa Noticia que transforma a vida cotidiana em vida em abundância. Vida que, ao mesmo tempo, dá autonomia, liberdade e livre pensar. Jesus ensina que devemos ser altruístas: o serviço ao próximo sem ansiar retornos ou vantagens pessoais. Assim, ser discípulo de Cristo é andar um caminho que, incomodamos e sofremos reações decorrentes das nossas atitudes concretas.
Duas grandes tentações nos tiram deste caminho: primeiro, somos tentados a resolver os nossos problemas ou/e dos outros “espiritualmente”: o problema se torna subjetivo, isentando-me da agir por minha livre decisão, não permitindo uma atitude concreta, me tornado infantil e dependente emocional da “vida espiritual”. Em segundo lugar, somos tentados a idolatrar o poder e a desejá-lo, acreditando que, se o “nosso padrão” seja aceito – ou imposto aos outros – tudo será lindo e perfeito: assim poderemos controlar as pessoas mais facilmente. Esta cobiça pelo poder, afasta-nos da vivência do Evangelho e lança-nos em disputas mesquinhas pelo poder, esquecendo que o Poder é de Cristo.
Com isso a boa noticia fica diluída e desfigurada quando se permite que uma destas tentações triunfe em nossas vidas ou Igreja.
Nosso chamado é para sermos corajosos e fiéis, ao Evangelho e confiarmos sempre no amor de Deus orientando nossa vida, em testemunho que outra realidade é possível: a vida social sem corrupção, desmando e injustiça. O poder para livremente servir, como o Filho do Homem serve!
“Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". (Marcos 10.45)
Rev. Daniel, ost+
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04 outubro 2012
Eleições! isso não é assunto da fé?
24 setembro 2012
O maior é o menor!
“E chegaram a Cafarnaum. Quando ele estava em casa, perguntou-lhes: "O que vocês estavam discutindo no caminho?" Mas eles [os discípulos] guardaram silêncio, porque no caminho haviam discutido sobre quem era o maior. Assentando-se, Jesus chamou os Doze e disse: "Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos". (Marcos 9:33-35 – Nova Versão Internacional).
A afirmação de Jesus veio na contra-mão das expectativas de seu tempo, e também do nosso tempo. Que contradição: o maior deve ser o menor! o primeiro deve ser o último! Uma nova maneira de conceituar o poder: o poder é dado para que se possa servir! Autoridade como serviço, e portanto, subalterna ao bem comum!
Talvez seja por isso que a Igreja Cristã, a partir de determinado momento, organiza seu clero em três Ordens: diaconato, presbiterado e episcopado, uma ordem dada sobre a outra, sendo o diaconato a primeira a ser dada. Nós, episcopais anglicanos mantemos essa tradição, o que significa que todo nosso clero é formado por diáconos (servos), onde alguns diáconos são também presbíteros e outros diáconos são, além de presbíteros, bispos. Outras identidades eclesiais separam o diaconato do presbiterado, mas nós seguimos a Tradição que vem dos primeiros séculos da Igreja.
Entretanto, a afirmação de Jesus vai além da Igreja, é um alerta ao mundo. Somos (mal) educados, como cidadãos, a entender que a Autoridade é soberana (e o é), mas de forma absoluta. Confundimos, por exemplo, Governo (quem exerce a autoridade) com Estado (a organização social onde exercício da autoridade é delegado às pessoas que compõem o Governo); e assim nos acostumamos com a corrupção e com as trocas de favores: “vou votar em fulano de tal porque se eleito vai me dar um emprego!”; “não vou votar no sicrano porque quando foi prefeito não dava passagem de ônibus de graça para eu ir à cidade vizinha!” como se o prefeito ou qualquer autoridade pudesse dar aquilo que não lhe pertence (é do Estado), mas está sob seu cuidado (administração, isto é, governo).
Assim, entendemos a autoridade como sendo o maior e mais importante, e lhe atribuímos, por ignorância devida à nossa má educação, o poder absoluto de fazer o que quiser com o bem comum; então surgem as badalações, as trocas de favores, a corrupção. Achamos tudo isso normal, como se fosse natural que o mundo seja assim: alguns tomam o poder e favorecem os seus amigos e aliados e desprezam todo o resto da população. Até mesmo para fazer uma obra em benefício da população, favorecem seus comparsas através da burla em licitações, permissão de superfaturamento, vista grossa quando a lei é ferida, etc. Vemos isso todos os dias denunciado pela imprensa e achamos tudo muito natural.
A Palavra de Jesus é muito clara e objetiva: a autoridade é para o serviço! Não é algo dado a uma pessoa para ela mesma, mas para capacitá-la ao serviço em benefício de todas as demais pessoas sob sua autoridade, em benefício do bem estar de todos!
Os cristãos, realmente comprometidos com a Palavra de Deus, têm o dever de exercer sua cidadania em plenitude e não se conformarem com o senso comum (o mundo). É dever ético cristão, implícito nas palavras de Jesus que a comunidade de fé anuncie essa visão de poder, denuncie os que abusam do poder e testemunhe, através de sua atitude cidadã, a Palavra de Deus.
Isso começa no nosso universo pessoal: como exerço a autoridade em minha casa, na qualidade de pai ou de mãe? como exerço minha autoridade sobre aqueles que são meus empregados, ou subordinados no trabalho? Se me foi delegado um cargo de autoridade, por exemplo, síndico do prédio, diretor da associação do bairro, professor, diretor de escola, etc., como eu a compreendo? como eu exerço esse poder que me foi delegado?
Assim, começando em nossas relações familiares, passando pelas relações profissionais, vamos exercendo a cidadania não só neste mundo, mas sinalizando sermos cidadãos de um outro Reino, o Reino de Deus, o Reino daquele “… que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!” (Filipenses 2:6-8 – Nova Versão internacional).
Rev. Luiz Caetano, ost+
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02 setembro 2011
Por que chora o Bonde?
MOBILIZAÇÃO: Próximas ações
Sábado, 03 de setembro :
16h00 - Marcha saíndo do Curvelo até o local do acidente.
19h00 - Missa de Sétimo Dia do Nelson, na Matriz de Santa Teresa (Rua Aurea), marcada por sua família.
Domingo, 04 de setembro:
11h00 - Missa pelas vítimas do acidente - Paróquia Anglicana S. Paulo Apóstolo.
Terça-feira, 06 de setembro:
15h30 - Concentração em frente ao Ministério Público. A Diretoria da AMAST terá audiência com o Procurador Geral às 17h00
Quinta-feira, 15 de setembro:
10h00 - Audiência Pública sobre os Bondes na Assembléia Legislativa (ALERJ) - vamos lotar a galeria!
29 agosto 2011
Dor e indignação em Santa Teresa
“O bondinho que descarrilou e tombou em Santa Teresa neste sábado, matando cinco pessoas e ferindo 57, tinha um pedaço de arame no lugar de parafuso debaixo da sapata do freio. Era, aparentemente, uma improvisação da equipe de manutenção da Central, empresa que administra o sistema de transporte sobre trilhos no bairro.”
